Avaliação
dos Riscos Ambientais
As pessoas, em particular
as adultas, costumam passar uma boa parcela de suas vidas trabalhando.
Para uma jornada de 44 horas semanais, são cerca de 2.200
horas por ano e 77.000 horas ao longo dos 35 anos necessários
para se aposentar. Tanto tempo, em ambiente e situações
muitas vezes insalubres e perigosas, certamente irá influenciar
na qualidade de vida dessas pessoas.
Quando
o enfoque é o da biossegurança, além dos cuidados
normais de boas práticas de laboratório, são
necessários procedimentos específicos para minimizar
os riscos de acidentes pessoais e de contaminação
ambiental. A meta é atingir o risco zero em acidentes.
Os
equipamentos de Proteção Individual (EPIs), por exemplo,
são freqüentemente apontados como soluções
mágicas para os problemas dos acidentes e doenças,
e o não uso, como demonstração da irresponsabilidade
e falta de consciência dos trabalhadores de cuidarem de sua
saúde. Na visão moderna de prevenção,
os EPIs são vistos como uma solução limitada,
que deveria ser adotada somente quando não existam outras
alternativas. Se não forem adequados, podem gerar uma sobrecarga
e dificultar o trabalho. Muitas empresas adotam os EPIs como uma
prática do gerenciamento artificial de riscos, onde medidas
de prevenção técnicas efetivas não são
implementadas, e em seu lugar ocorre o que alguns estudiosos chamam
de prevenção simbólica.
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